Cinema de Exploitation

A melhor tradução em português para o termo seria cinema apelativo. Popular entre os anos 60 e 70, o cinema de exploitation é considerado um gênero que apresenta temas sensacionalistas, violência extrema e exagero nos efeitos especiais como forma de suprir o baixo orçamento e a falta de estrelas nos elencos. Entre outras características destes filmes, podem ser citadas: explosões, coisas bizarras, excesso de sangue, nudez feminina, abuso de drogas e sexo.

 Estes filmes são conhecidos pela baixa qualidade que apresentam, porém, alguns dos melhores diretores iniciaram suas produções neste gênero. Uma dupla de cineastas que popularizou o cinema de exploitation atualmente foi Robert Rodriguez e Quentin Tarantino, que realizaram uma série de longa-metragens influenciada pela temática como: Machete, Planeta Terror, Um Drink no Inferno, Django Livre e À Prova de Morte.

Uma produção cinematográfica deste gênero, em seu período inicial, dependia essencialmente de uma forte propaganda de caráter sensacionalista. Nos trailers destes filmes, eram exibidas as características mais chocantes e mórbidas no intuito de atrair o maior número de novos expectadores e os fãs do gênero.

Na verdade, bem antes dos anos 60/70, tais filmes já existiam. Na década de 20, algumas produções tinham estas características, mas sua popularização veio após os anos sessenta devido a uma quebra de tabu nos costumes e paradigmas do cinema nos EUA e no continente europeu. Neste aspecto, a MPAA (Motion Picture Association of America) funcionava como um censor para preservar a imagem de Hollywood. Porém, as distribuidoras agiam no mercado secundário procurando aprimorar fórmulas que recuperassem a audiência, que naquela época tinha sido roubada pelos canais de televisão.

Em Nova Iorque, a tradicional Rua 42 reunia uma série de pequenos cinemas que foram apelidados de grindhouses, locais que exibiam espetáculos bizarros. Nestes recintos, juntamente com a exibição de filmes apelativos, ocorriam shows de strippers e números apresentados por artistas.

Os drive-ins eram outro lugar tradicional em que os filmes de exploitation podiam ser assistidos. Estes lugares eram amplos estacionamentos de carros onde era instalado um telão, caixas de som dentro dos carros e se vendia produtos habituais como pipocas e refrigerantes. Antes de exibirem este tipo de produção, os drive-ins trabalhavam com filmes comuns, mas começaram a entrar em decadência na década de 60 e 70. Como forma de recuperação, optaram pelos filmes apelativos, sendo que alguns eram produzidos especificamente este tipo de local, abusando da violência  e da ação.

Alguns dos principais diretores do cinema de exploitation são: Abel Ferrara, Dario Argento, Mario Bava, David Cronenberg, John Carpenter, Wes Craven, Paul Verhoeven, Cláudio Cunha, Jess Franco, Lucio Fulci, Tobe Hooper, Russ Meyer, Rob Zombie, Alejandro Jodorowsky e George A. Romero.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Exploitation
http://www.imdb.com/name/nm0001675/
http://www.contracampo.com.br/86/artferrarafilmografia.htm
http://www.contracampo.com.br/94/pgaprovademorte.htm

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