Cinema Marginal

Ao contrário do Cinema Novo – movimento dos anos 60 de Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos – o Cinema Marginal não possuía uma coesão interna, sendo assim, não foi reconhecido como um “movimento”. Acabou sucumbindo no início dos anos 70 devido a uma série de fatores. Um deles era a pressão dos militares, que exilaram os diretores Julio Bressane e Rogério Sganzerla, idealizadores da produtora Belair. Fora isso, havia o desinteresse do mercado exibidor e do público.

O Cinema Marginal é reconhecido devido a características presentes em toda sua filmografia, a maneira como foram produzidos e a forma de divulgação. Alguns elementos estruturais conduzem as produções feitas pelos “marginais”: A contracultura, classicismo narrativo, presença de elementos abjetos, confronto com o público, citação das chanchadas, crítica à sociedade de consumo e da comunicação em massa. Além disso, houve uma abertura para elementos presentes nos filmes hollywoodianos.

Os primeiros longa-metragens do Cinema Marginal surgiram entre 1968 e 1969 e o filme mais famoso foi “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla. Devido a dificuldade em encontrar uma unidade para o segmento marginal, foi definido um grupo que produzia de forma mais coesa e se relacionava com mais proximidade: O Cinema Marginal Cafajeste.

Produzindo com pouco dinheiro e filmando de forma rápida, este segmento utilizava-se do erotismo e conseguia boa distribuição e público. Os diretores principais do “marginal cafajeste” são Carlos Reichenbach, Antônio Lima, João Callegaro, Jairo Ferreira e Carlos Alberto Ebert. Entre suas obras, muitas feitas em conjunto, destacam-se: “As Libertinas” (1969), de Reichenbach, Lima e Callegaro e “Audácia, Fúrias dos Desejos” (1970), de Reichenbach e Lima. Fora estes, há “República da Traição” (1970), de Carlos Alberto Ebert e “O Pornógrafo”, de João Callegaro. Bem próximo a este grupo localiza-se “A Mulher de Todos”, feito por Sganzerla em 1969.

Mais distante do esquema de produção marginal cafajeste encontra-se Andréa Tonacci com seu filme “Bang-Bang” e Ozualdo Candeias com “A Margem”, de 1967. Apesar deste último não ter uma relação direta com o grupo, a obra é citada como “filme-referência” do Cinema Marginal.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinema_marginal
http://www.heco.com.br/marginal/01.php
http://www.webcine.com.br/historia5.htm

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