Império Romano

Recebe o nome de Império Romano (em latim, Imperium Romanum) o estado existente entre 27 a.C. e 476 d.C. e que foi o sucessor da República Romana. De um sistema republicano semelhante ao da maioria dos países modernos, Roma passa a ser governada por um imperador vitalício, e que em 395 dividirá o poder com outro imperador baseado em Bizâncio, (depois rebatizada Constantinopla e atualmente Istambul). Foi em sua fase imperial (por volta de 117 d.C.) que Roma acumulou o máximo de seu poder e conquistou a maior quantidade de terras de sua história, algo em torno de 6 milhões e meio de quilômetros quadrados, um território do tamanho do Brasil, sem os estados do Pará e Mato Grosso.
O império tinha por característica principal uma estrutura muito mais comercial do que agrária. Povos conquistados eram escravizados e as províncias (regiões controladas por Roma) eram uma grande fonte de recursos. O primeiro imperador foi Otávio, entre 27 a.C. a 14 d.C. Antes, porém, é importante citar Júlio César, que com suas manobras políticas acabou por garantir seu governo vitalício, entre 49 a.C. até seu assassinato em 44 a.C. Apesar de não ser considerado imperador, César foi o verdadeiro responsável pela consolidação do regime; prova disso é que todos os seus sucessores passam a receber o título de “césar”, e seu perfil é incluído em meio ao dos imperadores romanos na histórica obra “As Vidas dos Doze Césares”, de Suetônio.

O Império Romano foi governado por várias dinastias:

  1. Dinastia Júlio-Claudiana (de 14 a 68)
  2. Dinastia dos Flávios (de 69 a 96)
  3. Dinastia do Antoninos (de 96 a 192)
  4. Dinastia dos Severos (de 193 a 235)

A religião politeísta romana, em muitos aspectos similar à da Grécia antiga foi a principal do Estado durante boa parte de sua história, até 313, quando o imperador Constantino institui o Edito de Milão, que tornaria o cristianismo religião oficial do império até o seu final. Em 395, o imperador Teodósio divide o império, estabelecendo uma duarquia, com um imperador em Roma, responsável pela metade ocidental e outro em Bizâncio, responsável pela metade oriental do império.

Por volta do século III, inicia-se a lenta decadência do Império Romano, devido à corrupção dentro do governo e os gastos com luxo, o que drenava os investimentos no exército. Com o fim das conquistas, diminui o número de escravos, e há uma queda na produção agrícola. Isso gerava por sua vez um menor pagamento de tributos das províncias. As constantes pressões do bárbaros, aliados aos problemas já citados culminam com o fim do Império Romano do Ocidente, em 476.

De acordo com a leitura de muitos historiadores, porém, o Império Romano só chegou de fato ao seu fim em 1453, com a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos. Isto porque, apesar de ser conhecido nos manuais de história como Império Bizantino (império cuja capital é Bizâncio), seu nome oficial era Império Romano, e seus cidadãos geralmente se denominavam romanos, apesar da religião estatal ser a ortodoxa grega e a língua oficial ser o grego. Aliás, o adjetivo “romano” permaneceu na língua grega com o mesmo sentido até mesmo depois da unificação grega em 1821.

Bibliografia:
História de Roma Antiga e o Império Romano. Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/imperioromano/>. Acesso em: 16 jul. 2012.
O Império Romano. Disponível em: <http://www.colegioweb.com.br/historia/o-imperio-romano.html>. Acesso em: 16 jul. 2012.

 

Arquivado em: Civilização Romana, História
 
Mais Sobre o Império Romano
 

O Império Romano é considerado a maior civilização da história. Possuía a mais vasta extensão territorial do mundo antigo e suas dimensões nunca mais foram repetidas.

Durou cinco séculos. Começou em 753 a.C. e terminou em 476 d.C. Estendia-se do Rio Reno para o Egito, chegava à Grã-Bretanha e à Ásia Menor. Assim, estabelecia uma conexão com a Europa, a Ásia e África.

Sob o domínio do Império Romano estavam 6 milhões de habitantes. Roma, nessa fase, foi habitada por 1 milhão de habitantes.

Resumo

No sistema político de império, o poder político estava concentrado na figura do imperador. O Império Romano começou com Augusto e terminou com Constantino XI. O Senado servia para apoiar o poder político do imperador.

O império sucedeu a República Romana. Com o novo sistema, Roma, que era uma cidade-estado, passou a ser governada pelo imperador.

Foi em seu início que o império conquistou a maior parte do poder. Até 117 d.C., ao menos 6 milhões de quilômetros quadrados estavam sob o domínio do império romano.

Características

  • Essencialmente comercial
  • Escravizava os povos conquistados
  • O controle das províncias era feito por Roma
  • Politeísta
  • O governante tinha cargo vitalício
  • A extensão era obtida por conquistas ou golpes militares

Otaviano Augusto foi o primeiro imperador romano

Imperadores

Os imperadores que mais marcaram o Império Romano foram:

  • Otaviano Augusto – primeiro imperador de Roma. Foi responsável por acrescentar muitos territórios ao império
  • Claudius – seu principal feito foi vencer a Grã-Bretanha
  • Nero – considerado excêntrico e louco. Assassinou a mãe, a irmã e tinha como hábito jogar milhares de cristãos aos leões
  • Tito – ficou conhecido por ter destruído o templo do Rei Salomão
  • Trajano – Era considerado um grande conquistador. Foi em seu governo que o Império Romano atingiu a maior extensão
  • Adriano – construiu uma muralha com seu nome, a Muralha de Adriano, ao norte da Grã-Bretanha. O objetivo era deixar os bárbaros longe da fronteira romana.
  • Diocleciano – Dividiu o império em duas partes: oriental e ocidental
  • Constantino – Foi o primeiro imperador cristão. Uniu novamente o império e escolheu Bizâncio como capital. Rebatizou a cidade de Constantinopla
  • Romulus Augusto – Último imperador de Roma
  • Constantino XI – foi o último imperador de Constantinopla. Morreu defendendo a cidade contra o ataque dos turcos.

Saiba mais sobre a biografia dos Imperadores Romanos.

Dinastias

  • Dinastia Júlio-Claudiana
  • Dinastia dos Flávios
  • Dinastia dos Antoninos
  • Dinastia dos Severos

Surgimento do Império Romano

A cidade de Roma foi fundada por dois irmãos gêmeos, Rômulo e Remo, que viveram em 753 a.C. Essa história é uma lenda.

Segundo historiadores, Roma surgiu a partir de um grupamento de pastores que viviam às margens do Rio Tigre. É essa a região geográfica que corresponde hoje à Itália.

No decorrer do século VI a.C., Roma ficou sob a direção dos Etruscos, de origens gregas. A liberdade foi conquistada aos poucos, quando transformou-se em uma cidade-estado onde a forma de poder exercida era a monarquia.

A forma de poder passou a ser a república, entre 509 a.C. e 30 a.C., quando Roma passou a exercer forte poder colonial, político e militar. Todos os elementos conjugados influenciaram a história atual do Ocidente.

Entre os pontos fundamentais para o sucesso do império estava o exército, que era profissional e atuava como uma legião. Sob o comando de astutos generais, Roma expandiu o poderio ao Mediterrâneo.

Triunviratos

O governo de Roma ainda ficou fortalecido por uma estratégia de gestão que passou à história como triunviratos.

O triunvirato é a gestão formada por três integrantes. A formação do primeiro deles em Roma ocorreu em 59 a.C. e contava com Júlio César, Pompeu e Marco Crasso.

Em certo momento, os três entraram em guerra e César venceu. César tornou-se o primeiro governante individual de Roma.

O segundo triunvirato foi formado por Octávio, Lépido e Marco Antônio, também terminou com uma guerra civil em 31 a.C. Otávio venceu e passou a governar Roma.

É nesse ponto que surge o Império Romano, em 27 a.C. e que vai até 476 d.C. Também é considerada a fase de maior prosperidade e expansão do império, na chamada dinastia Júlio-Claudiana.

Divisão

O império romano foi dividido em 284 d.C. como forma de melhor administrar o poder. A divisão consistiu em: Império Romano do Ocidente, tendo como capital Roma; e Império Romano do Oriente, com Bizâncio como capital.

Império Romano do Oriente

O Império Romano do Oriente perdurou até 1453, quando foi tomado pelos turcos. Bizâncio, a capital, também era conhecida como Constantinopla.

No decorrer do século VI, o imperador Jutiniano (527 – 565) tentou reordenar o Império Romano e abriu frentes de batalhas conquistando o Norte da África, a Península Itálica e a Península Ibérica.

Os muçulmanos, contudo, terminaram por ocupar o Norte da África, o Médio Oriente e a Península Ibérica nos séculos VII e VIII.

Queda do Império Romano

As principais causas do declínio do Império Romano foram:

  • Dificuldade de administração: o império era muito grande e havia complicações para controle da gestão e da corrupção que o assolou;
  • Invasões bárbaras: o exército precisou proteger o império das investidas de godos (visigodos e ostrogodos), hunos e germânicos (como os francos, anglos, saxões, vândalos, bretões e bugúndios);
  • Elevados impostos: o estado tinha elevado custo para manter a construção de pontes, aquedutos, estádios e banhos públicos. Esse fator elevou significativamente os impostos cobrados da população;
  • Religião: a expansão do cristianismo está entre as justificativas para a crise no império;
  • Escassez de escravos: a redução das batalhas por conquistas de novos territórios prejudicou o sistema de renovação de escravos

Imagens e Fotos do Império Romano

Arquitetura do império romano

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